


Aquele em que eu me pergunto:
Por que eu quero fazer tanta coisa ao mesmo tempo sabendo que sou ansiosa, tenho fortes tendências ao estresse e a perguntas sem resposta?
...de modo que eu possa saber que comcei ontem meu cronograma de estudo regular pro IELTS[International English Language Testing System], uma prova maluca pra conseguir proficiência em inglês e poder estudar fora.
Aí fiquei pensando se eu não deveria me dedicar mais, vou estudar cerca de 5 horas por semana, mas com as aulas e outras atividades fico meio fora de órbita. Principalmente com as aulas de alemão.
ai.
Eu disse pra algumas pessoas que elas deveriam tomar cuidado com o meio acadêmico, porque muitos acabam achando que o mundo é lindo e gira em volta de um gramado redondo.
Aí estou aqui, no mundo “real”, e vejo olhares estranhos pra todas as pessoas e um incômodo que não sei “quantitizar” quando um ser olha o outro.
Não que no gramado redondo não seja assim, mas parece que os modos de vestir, as idéias, as reações são menos aparecidos [algumas vezes].
E aí eu me pergunto sobre a aceitação das coisas.
Ela faz parte do quê? Do costume, das interações?
Aqui na ilha da Fantasia todo mundo parece “cool”, no mundo real, vejo confrontos e julgamentos mais duros.
Mas talvez isso seja só um post de fim de férias.

De verdade.
Uma tarde de domingo com bandas esquisitas que não me agradam e misteriosamente falam "graças a deus" em suas letras revoltadas.
Um lugar pra rever pessoas e tralala.
Por algum motivo que desconheço, topo partir dali e começar a noite nos jogos. Sem ir pra Las Vegas e nem nada, estamos tomando guaraná, comendo waffer,distribuindo notas coloridas, embaralhando sortes e revéses e brigando por cores de pinos.
- Having a great time.
Essa seria uma boa frase.
Depois de me endividar com hotéis e ser uma empresária quase falida [cuidado, eu disse "quase"], ainda brincamos com palitos de fósforo e tive a possibilidade de ver o mais perfeito videoclipe envolvendo um fusca e alguém segurando uma porta.
Não sei se deixei possibilidades quando fui convidada [e aceitei] a reviver algumas das coisas mais esperadas por mim nas férias de uns 5 anos, sei que foi divertido.
[texto escrito depois de um longe dia trabalhando em um simpósio]

Semana passada, como é costume nas minhas férias de inverno, voltei à oftalmologista para que ela confirmasse que a minha miopia [mais uma vez] tinha aumentado. A clínica é uma das coisas mais decoradas que já vi com tapetes peludinhos e sofás que ao serem tocados e, principalmente, ao terem um peso neles [diga-se: você], é como se tudo mais se perdesse e, sem nenhum jogo literário, fosse possível afundar.
Dentre toda essa pompa e fotos bonitinhas, quadros e salas com cadeiras giratórias tão confortáveis quanto sofás e pessoas esperando com paciência, encontro-me com os olhos envoltos como se numa película protetora, após sentir o colírio ardente, pingado pela doutora.
- Posso te acompanhar até a saída? [o lugar é tão “chique” que a entrada não é o mesmo lugar que a saída da sala]
-Ah hã.
- Foi um prazer revê-la.
O problema foi que com o tempo seco daqui da cidade, meu olho[sem plural porque foi só um deles] começou a ter alguma reação, como se algo ficasse raspando sem parar.
O fim de semana foi-se embora e retornei à clínica.
Depois de saber que tive uma reação em que me faltavam lágrimas nos olhos e que ele estava “seco”, mas sem nenhum corpo estranho, preparo-me para a saída com uma receita médica e ouço:
- Posso te acompanhar até a saída?
- Hmhm.
- Foi um prazer revê-la.
Aí eu penso: me rever anualmente desde os meus 8 anos é algo que deve ser realmente legal e tal, mas me rever depois de 3 dias, é um prazer muuuuito maior devido à minha grande simpatia.
Hmhm.


Neil Gaiman e o Curupira : )
Aqui estou para fazer propaganda de um evento que deve ser dos mais ricos culturalmente: FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty.
Vai acontecer em menos de uma semana e contará com autores muito importantes dos tempos atuais, como Elisabeth Roudinesco, Ingo Schultz e Chimamanda Ngozi.
Eu, particularmente, gostaria de estar lá para ver Neil Gaiman, criador dos Perpétuos (entre eles, Sandman e Delírio) e do mágico Stardust. Gaiman fez incríveis histórias com a publicação de Sandman.
Quem sabe ainda dá tempo de ir.

[acaba semestre, acaba semestre!]
Enquanto eu derreto aqui na sala de computação, lá fora uns 18ºC me esperam. Grande diferença de ontem foi um dia muito frio e com grandes nevoeiros [me lembrou um pouco aquele filme que fizeram do Silent Hill].
Na verdade, é a terceira vez em três semanas que fico doente. Não sei se é o tempo louco ou os trabalhos loucos [e bizarras provas] que eu tenho que enfrentar nesse fim de semestre.
Muito atarefada com meu trabalho sobre o turco e com o ainda porvir da duração das fricativas em gráficos e muita estatística.

Fato: eu estudo a linguagem.
Fato: no meu curso praticamente não faço trabalhos escritos.
Fato: em outros cursos geralmente exigem-se trabalhos escritos.
Fato: quando eu faço matéria em outro curso acabo tendo dificuldade para me expressar e pontuar aquilo que me garante uma nota maior que 8.
Fato: eu tenho dificuldade pra escrever e tenho notas que não são altas.
Ontem estávamos[ quem? Eu e mais duas colegas] discutindo sobre o poder das palavras. Aquelas conversas corriqueiras e tal. E dia desses eu fiquei pensando, não nisso, mas no fato da gente saber que as palavras não expressam tudo que sentimos, mas também no fato de precisarmos ver algumas coisas escritas pra termos certeza de que sentimos.
Entenderam?
Há aquele ditado, que agora não lembro, sobre uma ação valer mais do que mil palavras.
Certo.
Quer dizer, às vezes errado. Existem palavras que carregam significados fortes, mas de modo nenhum carregam tudo aquilo que sentimos quando dizemos a palavra. [Exemplos, exemplos]
Se eu disser pra alguém:
- Eu odeio macarrão.
A pessoa simplesmente sabe que não como macarrão [ou talvez eu coma mesmo odiando]. Mas e se eu dissesse:
- Eu te odeio.
Não é mais forte?
As palavras que designam emoções não têm um quê de intensidade maior?
Se não me engano, Clarice (Lispector) tem algum texto sobre as palavras e aquilo que elas significam, ou, os estados de alma que tentam ser traduzidos em palavras.
Ás vezes faltam palavras.

(retirado de http://7magnificosdoestudoacompanhado.blogspot.com)
Quando as pessoas entram na universidade públicas acham que não vão encontrar mais um monte de problemas. Mas é um grande equívoco. Vejo professores só com nome, vejo alunos sem nenhum estímulo pra continuar num curso, vejo alunos saindo de cursos pela falta de diálogo, vejo falta de compromisso, vejo falta de professores, vejo relapso por parte de todos os lados com algumas disciplinas, vejo tanta coisa errada que poderia ser resolvida com algum empenho e um pouco de diálogo.
O pior de tudo é que todo mundo vê.
E tudo continua na mesma.
Não consigo escolher entre coisas simples, mas espero que as pessoas adivinhem o que desejo.
Uns 20 abraços na faculdade.
Uns 3 “parabéns” meio corridos.
1 congratulação com “espero que vc tenha um Johnny Depp embrulhado em chocolate”.
3 abraços de parentes.
3 ligações de parentes e abraços telefônicos.
2 ligações em casa que não pude atender.
1 ligação no celular que não ouvi.
2 blusas de frio.
3 mensagens.
1 e-mail.
1 abraço da mãe e 1 abraço do pai.
1 convite aceito de almoço a distância.
1 fatia generosa de bolo.
Uns 20 doces, 1 pirulito, 1 paçoca, 1 milk-shake e 1 croissant de chocolate.
E 19 anos.