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    Templates da Lua

    29/08/2009

    Horas e mais horas e mais horas.

    Nunca se matricule em 10 horas de aulas seguidas [das 8 às 18] se você for um humano normal. Eu descobri que não sou.

     


    Escrito por Alguém perambulando... às 10h12
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    19/08/2009

    Irmãs

    A rotina foi embora e agora quer voltar. Mas parece mais que me deparo com alguma irmã não reconhecida desta do que com a própria: está mudada. Irreconhecível a não ser quando se olha as pequenas marcas formando um ângulo de 90 graus em seus olhos. Ela não pede nada, nem espera feito algum. Não exige manhãs madrugadoras, conforma-se por só estar lá, talvez espreitando algum vacilo pra me abocanhar.

    Não reconheço. Soa sem perspectiva e largado.

    E essa rotina não quero.


    Escrito por Alguém perambulando... às 14h24
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    10/08/2009

    Experimentando...

    Soa calmo e passageiro,
    o riso.
    Vem por inteiro,
    corpo e alma, unos, efêmero.
    Extremo-me gargalhando.
    Entrego todo o gelo.

     

    Copo seco, sóbrio,
    é como a morte,
    sufocando mesmo sem tomar cianureto.
    Um choro, um grito nauseante.
    Tudo no silêncio extremo
    no instante em cheio embalsamando
    a feição viva, a tal risada.

     

    Treme com espasmos,
    estraçalha sua dor.
    Saboreia a antítese
    de se doar em momentos avessos.

     


    Escrito por Alguém perambulando... às 15h28
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    04/08/2009

    Voltando...

    Começando o sexto semestre em uma das faculdades mais reconhecidas do país num dos cursos mais desconhecidos do país (embora em nível mundial, o inverso aconteça).
    Nesse período todo já vi e participei de várias ações: assembléias de estudantes bizarras, discussões em cursos que aparentemente não tinham nada a ver com o meu; já fiquei horas sentada e jogando papo pro ar, almocei promoções, experimentei banheiros inutilizáveis; fui a algumas festas, fiquei 36 horas sem dormir; tentei organizar coisas e chamar pessoas; desmaiei na frente do centro acadêmico; já me escondi em outros institutos; corri no meio do campus de madrugada; fiquei horas em diversas filas e peguei ônibus só para passear.
    Vi também os mais variados tipos de pessoas, dos nerds ao que não tomam banho; da decadência nerd aos vegetarianos que se tornaram carnívoros; dos que não sabem onde estão [mas permanecem] e dos que sabem que estão no lugar errado [e se vão]. Vi os que procuravam seu lugar, os que se tornavam maiores, os que só ocupavam uma vaga num curso. Houve os que esperaram, os que esperaram mais e os que logo deram o mergulho [afogando-se, algumas vezes]. Vale ressaltar que estou no grupo do devir desesperado, desde o início, mas que espera até o fim.
    Vim atravessando, tendo crises, remoendo crises, deixando-as de lado, cavando-as, esperando a tal da coisa que nunca veio. É a reta final, um ano e meio que resta e é como se nada mais houvesse para esperar, diria o ditado que a água está batendo no traseiro.
    O tempo, longo, agora se desfaz em perguntas, temas para iniciações, monografias. Ou, simples assim, desfaz-se em nada, pela falta de idéia costurada com o precipício da ciência [e da vida “real” e do emprego e da falta de experiência em qualquer coisa].
    O dito cujo corre quando tudo que fiz foi acreditar que tudo seria diferente e que opções se formariam. Já a espera faz com que sonhos sejam abandonados depois de construídos e que a frase “Ainda é cedo pra tentar” seja dita tardiamente. É o sexto semestre adentrando num mundo conhecido, mas sem saber o que fazer.


    Escrito por Alguém perambulando... às 14h22
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