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Eu não sei vocês, mas o cumprimento que mais gosto de ouvir é “Bom dia”. Não sei se é porque eu costumo acordar cedo, mas parece que no começo do dia as pessoas ainda sabem como ser simpáticas, ao contrário do que acontece já a noite, quando nem sequer cumprimentamos mais ninguém.
De manhã, além de um “Bom dia!”, às vezes você ainda consegue um sorriso. Ou quando sai para fazer seu caminho habitual da casa-trabalho pode até sair dizendo o tal cumprimento pras pessoas que varrem suas calçadas, passeiam com os cachorros ou andam para a aula.
É meio idiota, mas pelo menos deixa o meu dia mais alegre.
Por isso talvez seja melhor ir fazer compras de manhã: os vendedores acabaram de chegar e ainda estão com a barriga cheia. Além disso, mesmo para os mais mau-humorados e para aqueles que nem aprenderam a responder um ‘bom dia’ me dá um certo prazer poder alfinetar e ver suas cara de interrogação, simplesmente porque posso ir lá e dizer [ BOM DIA *sorrisão*] e seguir com o meu bom [ou não tão bom] dia..
Só por curiosidade, o Goodmorning está no Trending Topics do Twitter.
A sensação vem devagar, transformando-se, de repente, esgotando-me com plenitude. Todos aqueles movimentos, simples, sim, contudo completos e capazes de completar alguém. E aquela melodia que faz não um só pé balançar, que faz todo o meu corpo querer sair na ponta dos pés e no ritmo, captando as vibrações e os olhares, sobretudo o meu próprio olhar pro meu mundo.
É difícil explicar.
Só que toda vez é assim. É ver uma boa apresentação de dança e minha cabeça gira com a música. E faz com que eu queira sair rodopiando, numa espécie de libertação que dura o mesmo período que uma coreografia. Podem ser 5 minutos ou pode ser o que parece inesgotável, as danças mais belas que já vi, uma hora de encanto, um infinito de bem-estar.
E aí vem a nostalgia por não dançar há uns 4 anos e por ter dançado por quase 10.
E a vontade de mudar isso.
